• Categoria: TDAH
  • Escrito por Cintia A. P. dos Santos, Cristina A. R. Kern
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Psicopedagogia no TDAH

RESUMO

Contexto: As referências na literatura sobre Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) para educadores ainda são poucas, assim como os dados que avaliem os benefícios da psicopedagogia associados ao tratamento clínico de jovens escolares. Isto leva ao desconhecimento dos professores, dificultando um diagnóstico precoce e eficaz intervenção.

 

Objetivo: Apresentar as informações acerca do tratamento multidisciplinar do TDAH, especialmente associado ao acompanhamento psicopedagógico.

Método: Realizou–se revisão de literatura por meio das bases BVS, Medline, Pubmed e Scielo com a abrangência temporal de publicação de 1997 a 2012, utilizando-se os descritores: TDAH e escola; Dificuldades de aprendizagem e TDAH; Psicopedagogia. Os critérios de inclusão foram a relevância e a afinidade com o tema.

Resultados: Observa-se uma escassez de estudos acerca de intervenções psicopedagógicas quando buscamos soluções aos problemas que abarcam o fracasso e as dificuldades acadêmicas presentes na vida dos portadores do TDAH; apesar dos avanços em resultados clínicos, existe ainda a necessidade de pesquisas que comprovem a efetividade do atendimento psicopedagógico associado ao tratamento clinico do transtorno.

Conclusão: O tratamento multidisciplinar, incluindo o atendimento psicopedagógico, desempenha um papel importante na qualidade de vida e no desenvolvimento dos jovens com TDAH, além de amenizarem os impactos negativos no ambiente acadêmico. Finalmente, estudos longitudinais são sugeridos para que esclareçam e comprovem os benefícios das intervenções psicopedagógicas.

 

Descritores: TDAH e escola, Dificuldades de aprendizagem no TDAH, Psicopedagogia.

 

 

ABSTRACT

Context: The references in the literature about the Disorder of Attention Deficit Hyperactivity Disorder (ADHD) for educators are still few, as well as data to assess the benefits of educational psychology associated with clinical treatment of schoolchildren. This leads to teachers’ ignorance, hindering an early diagnosis and effective intervention.

Objective: To present information about the multidisciplinary treatment of ADHD, especially associated with the accompanying psychopedagogy.

Method: Was held a literature review through the VHL databases, Medline, PubMed and Scielo using the temporal scope of publication from 1997 to 2012, using the descriptors: ADHD and school; learning disabilities and ADHD, Psycho pedagogy. The inclusion criteria were the relevance and affinity with the subject.

Results: Is observed a paucity about the interventions psychopedagogical when we seek solutions to problems that address the failure and academic difficulties present in people's life with ADHD; despite improvements in clinical outcomes, there is still a need for research that prove the effectiveness of the assistance of psychology associated with the clinical treatment of the disorder.

Conclusion: The multidisciplinary treatments, including the psychopedagogical assistance plays an important role in the life’s quality and development of young people with ADHD, besides lighten the negative impacts in the academic environment. Finally, longitudinal studies are suggested to clarify and prove the benefits of psychopedagogical interventions.

 

Keywords: ADHD and School, Learning Disabilities in the ADHD, Psychopedagogy. 

 

 

Introdução

O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) é uma patologia que afeta significativamente a saúde mental e a qualidade de vida de crianças e adolescentes em fase escolar. A saúde mental, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é definida como um estado de bem estar no qual o individuo é capaz de lidar com as adversidades e conflitos da vida, trabalhar produtivamente e contribuir para o desenvolvimento da comunidade. Portanto, saúde mental trata não somente da ausência de um distúrbio mental e, nesse sentido, abrange o funcionamento global do indivíduo, incluindo o âmbito social. Reconhecido pela OMS, o TDAH é descrito como uma alteração comportamental, de bases neurobiológicas, caracterizado primariamente por três sintomas: a falta de atenção, excesso da atividade motora ou hiperatividade e a impulsividade. Além disso, é um distúrbio comum, de alta prevalência e acarreta prejuízos relevantes ao longo da vida. Em consequência desta patologia, aumentam os riscos para doenças coexistentes, abuso de drogas, alcoolismo, acidentes de trânsito, delinquência, além dos prejuízos acadêmicos, emocionais e sociais. (BARKLEY, 2002; BARKLEY, FISCHER, SMALLISH, FLETCHER, 2006; BARKLEY, FISCHER, 2011, ROWLAND, LESESNE, ABRAMOWITZ, 2002; GUILHERME, MATTOS, SERRA-PINHEIRO, REGALLA, 2007; WHO, 2010; DSM-IV-TR, 2008; DSM-V, 2011, KLASSEN, MILLER, FINE, 2004; BERNFORT, NORDFELDT, PERSSON, 2008, ROHDE, HALPERN, 2004, ROHDE, BARBOSA, TRAMONTINA, POLANCZYK, 2000). Estes reflexos negativos repercutem na sociedade e estão diretamente relacionadas com os prejuízos expostos aos portadores, por esta razão, medidas preventivas elaboradas junto às políticas públicas são necessárias. O conhecimento do contexto social e das dificuldades que corroboram o transtorno é um passo importante para garantir o acesso às intervenções corretas, inclusive no contexto escolar (BARKLEY, 2002; ROWLAND, LESESNE, ABRAMOWITZ, 2002; WHO, 2010; DSM-IV-TR, 2008; KLASSEN, MILLER, FINE, 2004; HINSHAW, SCHEFFLER, FULTON, AASE, BANASCHEWSKI, CHENG et al., 2011, PINA, MACEDO, SEQUEIRA, SILVA, CARDOSO, PINTO et al., 2010, BERNFORT, NORDFELDT, PERSSON, 2008).

Nessa direção, a possibilidade de ampliar aos professores o conhecimento sobre o transtorno, seu impacto e a necessidade de intervenções favorece uma atuação mais eficaz frente às dificuldades enfrentadas por alunos diariamente. Diante dos desafios que afetam a saúde mental das crianças e dos adolescentes no Brasil, a educação desempenha um papel fundamental na prevenção aos prejuízos que envolvem o TDAH. (ROHDE, BARBOSA, TRAMONTINA, POLANCZYK, 2000; PASTURA, MATTOS, ARAÚJO, 2005; POLANCZYK, LIMA, HORTA, BIEDERMAN, ROHDE, 2007, ARRUDA, ALMEIDA, BIGAL, POLANCZYK, MOURA-RIBEIRO, GOLFETO, 2010; FOY, EARLS, 2005).

A busca por um consenso na definição do TDAH e sua epidemiologia tem como objetivo, além das evidencias cientificas, veicular informação segura de uma forma mais clara aos profissionais, incluindo os profissionais da educação, professores e demais profissionais da área. (ABDA, 2011; FOY, EARLS, 2005).

O objetivo deste trabalho é reunir dados científicos sobre o TDAH acerca de possíveis intervenções educacionais que viabilizem o processo de aprendizagem escolar e informações referentes os benefícios da psicopedagogia associados ao tratamento clínico de jovens escolares.

Métodos

Para a coleta dos dados realizou–se revisão de literatura por meio das bases BVS, Medline, Pubmed e Scielo com a abrangência temporal de publicação de 1997 a 2012, utilizando-se os descritores: TDAH e escola; Dificuldades de aprendizagem e TDAH; Psicopedagogia e TDAH. Os critérios de inclusão foram à relevância e a afinidade com o tema.

 

TDAH: Definição, diagnóstico e epidemiologia

O TDAH é um distúrbio genético, neurobiológico, caracterizado pelos sintomas de desatenção acentuada, hiperagitação motora e excessiva impulsividade. Envolve graves alterações no conjunto das habilidades psicossociais e laborais do indivíduo, manifesta-se com sintomas mais evidentes na desatenção, além das alterações cognitivas apresentadas desde a infância. (BARKLEY, 2002; ROHDE, HALPERN, 2004, ROHDE, BARBOSA, TRAMONTINA, POLANCZYK, 2000, DSM-IV-TR, 2008; DSM-V, 2011, KLASSEN, MILLER, FINE, 2004; BERNFORT, NORDFELDT, PERSSON, 2008).

O TDAH não é um problema especificamente brasileiro, tampouco algo inventado, trata-se de uma patologia que afeta a qualidade de vida dos jovens em diversos países, um transtorno de alto impacto para a sociedade, e que compromete a vida do portador negativamente até a fase adulta. (ROHDE, BARBOSA, TRAMONTINA, POLANCZYK, 2000, GOLDMAN, GENEL, BEZMAN, SLANETZ, 1998, POLANCZYK, LIMA, HORTA, BIEDERMAN, ROHDE, 2007, SERRA-PINHEIRO, MATTOS, REGALLA, 2008, POSSA, SPANEMBERG, GUARDIOLA, 2005, DULCAN, 1997, BARKLEY, 2002; ROWLAND, LESESNE, ABRAMOWITZ, 2002).

Bases epidemiológicas, a partir de critérios diagnósticos padronizados e pesquisas acerca da prevalência descrevem que o transtorno é altamente prevalente: estimam-se índices de 3% e 6% para os jovens em idade escolar, aspecto que acarreta danos e déficits no processo de aprendizagem. (ROHDE, HALPERN, 2004, ROHDE, BARBOSA, TRAMONTINA, POLANCZYK, 2000, DSM-IV-TR, 2008; DSM-V, 2011, BARKLEY, 2002 BARKLEY, FISCHER, SMALLISH, FLETCHER, 2006; PASTURA, MATTOS, ARAÚJO, 2005; GOLDMAN, GENEL, BEZMAN, SLANETZ, 1998, POLANCZYK, 2008, POLANCZYK, LIMA, HORTA, BIEDERMAN, ROHDE, 2007, AZEVÊDO, CAIXETA, MENDES, 2009, FARIAS(a), 2010, BIEDERMAN, PETTY, DOLAN, HUGHES, MICK, MONUTEAUX et al., 2008, MONUTEAUX, FARAONE, GROSS, BIEDERMAN, 2007, BIEDERMAN, PETTY, CLARKE, LOMEDICO, FARAONE, 2011).

Conforme a sintomatologia descrita pelo Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM), o transtorno apresenta-se de três formas predominantes: tipo desatento com predomínio da desatenção, tipo hiperativo com predomínio da impulsividade e o tipo combinado, com predomino da desatenção e da impulsividade simultaneamente. Estudos revelam ainda que, em média, 67% de crianças diagnosticadas com o TDAH apresentam os sintomas até na idade adulta, fator que reflete na vida acadêmica, profissional, afetiva e social. (ROHDE, BARBOSA, TRAMONTINA, POLANCZYK, 2000, POLANCZYK, 2008, ROHDE, HALPERN, 2004, DSM-IV-TR, 2008; DSM-V, 2011).

O diagnóstico deve ser realizado por um profissional capacitado, baseado nos critérios descritos no DSM-IV e na CID 10, além da avaliação clínica. (CID 10, 2007, DSM-IV-TR, 2008; DSM-V, 2011, ROHDE, CONSTANTINO, FILHO, BENETTI, GALLOIS, KIELING, 2004, ROHDE, HALPERN, 2004, ROHDE, BARBOSA, TRAMONTINA, POLANCZYK, 2000, AZEVÊDO, CAIXETA, MENDES, 2009). As informações escolares sobre o processo de aprendizagem e as dificuldades apresentadas são importantes para avaliações clínicas, no entanto, é fundamental enfatizar que somente o médico especializado poderá fazer o diagnóstico clínico e indicar o uso de medicação. Ao profissional da educação cabe conhecer sobre o transtorno e suas dificuldades para uma possível intervenção associada ao tratamento clínico. Neste sentido, saber acerca de características e sintomas que podem ser observados por pais e professores desde a infância e, inclusive no primeiro ano de idade, é fundamental para que os cuidadores busquem auxílio precoce. (ROHDE, CONSTANTINO, FILHO, BENETTI, GALLOIS, KIELING, 2004, ROHDE, HALPERN, 2004, AZEVÊDO, CAIXETA, MENDES, 2009, ROHDE, BARBOSA, TRAMONTINA, POLANCZYK, 2000; SAYAL, TAYLOR, 2005)

Tais características são apresentadas a seguir:

 

Tabela 1 – História clássica de TDAH.

(Recent advances on attention deficit/hyperactivity disorder, ROHDE, HALPERN, 2004, p. S67)

Lactente

 

“Bebê difícil”, insaciável, irritado, de difícil consolo, maior prevalência de cólicas, dificuldades de alimentação e sono.

Pré – escolar

 

Atividade aumentada ao usual, dificuldades de ajustamento, teimoso, irritado e extremamente difícil de satisfazer.

Escola elementar

 

Incapacidade de colocar foco, distração, impulsivo, desempenho inconsistente, presença ou não de hiperatividade.

Adolescência

Inquieto, desempenho inconsistente, sem conseguir colocar foco, dificuldades de memória na escola, abuso de substância, acidentes.

 

O diagnóstico exige que o paciente seja avaliado clinicamente, além do relato dos pais e professores sobre a rotina. O tratamento acompanhado por um especialista inclui, além da terapia medicamentosa, orientação à família e à equipe escolar. Estudos mostram que os profissionais da educação podem desempenhar um papel importante ao conhecerem sobre o transtorno e incentivarem a adesão ao tratamento, além de atuarem na orientação sobre a necessidade de um diagnóstico aos jovens escolares com queixas de dificuldades que interferem no processo de aprendizagem e na qualidade de vida. (ROHDE, BARBOSA, TRAMONTINA, POLANCZYK, 2000; ROHDE, HALPERN, 2004, COUTINHO, MATTOS, SCHMITZ, FORTES, BORGES, 2009, DULCAN, 1997).

 

Comorbidades e prejuízos

No Brasil, os estudos nacionais indicam que a prevalência do transtorno e suas comorbidades, são similares aos dados observados internacionalmente. Entre os jovens brasileiros em idade escolar que apresentam o transtorno, estima-se que 58% também apresentam comorbidades, com maior incidência do Transtorno Opositivo Desafiador (TOD) em 38,5% dos casos. (ROHDE, BARBOSA, TRAMONTINA, POLANCZYK, 2000; PASTURA, MATTOS, ARAÚJO, 2007, POLANCZYK, 2008, POLANCZYK, LIMA, HORTA, BIEDERMAN, ROHDE, 2007 AZEVÊDO, CAIXETA, MENDES, 2009).

Estudos de prevalência acerca do gênero indicam maior incidência do transtorno entre meninos e destacam que o subtipo combinado é o mais prevalente no sexo masculino. (ROHDE, BARBOSA, TRAMONTINA, POLANCZYK, 2000; POSSA, SPANEMBERG, GUARDIOLA, 2005, DULCAN, 1997, FONTANA, VASCONCELOS, JÚNIOR, GOES, LIBERAL, 2007).

O Transtorno de aprendizagem e a presença de respiração oral (respiração pela boca) também prevalecem maiores entre os meninos com TDAH do tipo combinado. (VERA, CONDE, WAJNSZTEJN, NEMR, 2006). O subtipo combinado ainda é o mais preocupante por causar maior prejuízo funcional global quando comparados aos demais subtipos. As crianças que apresentam o subtipo com predominância da hiperatividade ou da impulsividade tendem a apresentarem comportamentos mais agressivos, com baixa popularidade e dificuldades de se ajustarem as regras, além disso, são frequentemente rejeitadas pelos amigos e rotuladas por seus comportamentos inadequados. Os estudos revelam ainda maior probabilidade de desenvolverem Transtornos de Conduta (TC) em ambos os gêneros, aspecto que enfatiza a importância de identificação precoce como medida preventiva aos prejuízos. (ROHDE, BARBOSA, TRAMONTINA, POLANCZYK, 2000; POSSA, SPANEMBERG, GUARDIOLA, 2005, FONTANA, VASCONCELOS, JÚNIOR, GOES, LIBERAL, 2007). Frequentemente as meninas apresentam pior prognósticos por causarem menos desconforto as famílias, embora, no sexo feminino, a desatenção manifesta-se de forma mais predominante e os sintomas de agitação motora são menos observados. No entanto, ocorrem os prejuízos acadêmicos, além dos danos sociais relacionados ao baixo desempenho escolar, geralmente são menos encaminhadas aos consultórios por apresentarem menor ocorrência das alterações comportamentais no contexto escolar, ainda assim, apresentam prejuízos relacionados aos sintomas de conduta e a probabilidade de alterações psiquiátricas (ROHDE, BARBOSA, TRAMONTINA, POLANCZYK, 2000; POSSA, SPANEMBERG, GUARDIOLA, 2005, MONUTEAUX, FARAONE, GROSS, BIEDERMAN, 2007).

Recentes estudos revelam que o TDAH está associado ao comprometimento de atividades globais ao longo da vida, interferindo no funcionamento ocupacional e desencadeando deficiências e déficits ligados as funções executivas, estes fatores abarcam as dificuldades e permanecem até a idade adulta, embora, em alguns casos, os sintomas tendem a diminuir na adolescência, estes geralmente acompanham o paciente ao longo da vida, apenas com alterações na sintomatogia. (ROHDE, BARBOSA, TRAMONTINA, POLANCZYK, 2000; BIEDERMAN, FARAONE, 2006, SCHMITZ, POLANCZYK, ROHDE, 2007, KOOJI, BEJEROT, BLACKWELL, CACI, CASAS-BRUQUÉ, CARPENTIER et al., 2010, BARKLEY, FISCHER, 2011).

As funções executivas são responsáveis por um conjunto de processos que englobam: flexibilidade, planejamento cognitivo, memória de trabalho, controle inibitório e ação ou resolução de problemas. (CAPOVILLA, ASSEF, COZZA, 2007). Disfunções executivas comprometem as atividades diárias e corroboram prejuízos significantes na memória operacional, principalmente nos aspetos que envolvem os processos auditivos e verbais, também associados ao desenvolvimento acadêmico. (SABOYA, SARAIVA, PALMINI, LIMA, COUTINHO, 2007, COUTINHO, MATTOS, ARAÚJO, DUCHESNE, 2007, MESSINA, TIEDEMANN, 2009, MESQUITA, COUTINHO, MATTOS, 2010, MIYAKE, FRIEDMAN, EMERSON, WITZKI, HOWERTER, WAGER, 2000).

Os prejuízos que envolvem o transtorno representam um peso relevante na sociedade e, estão associados diretamente aos fatores que contribuem para o insucesso acadêmico, à baixa autoestima, ao abuso de drogas, a desestrutura familiar, maior consumo de tabaco e álcool, além de contribuir para o aumento nos índices de acidentes domésticos, aumento na criminalidade, problemas no trânsito, dificuldades em manter-se no emprego e prejuízos sociais ao longo dos anos. (ROHDE, BARBOSA, TRAMONTINA, POLANCZYK, 2000, SZOBOT, ROMANO, 2007; BERNFORT, NORDFELDT, PERSSON, 2008; MAUTONE, LEFLER, POWER, 2011; GUDJONSSON, SIGURDSSON, SIGFUSDOTTIR, YOUNG, 2011; GOLDMAN, GENEL, BEZMAN, SLANETZ, 1998; BARKLEY, 2002; ROWLAND, LESESNE, ABRAMOWITZ, 2002, ROHDE, HALPERN, 2004, POLANCZYK, 2008, POLANCZYK, LIMA, HORTA, BIEDERMAN, ROHDE, 2007).

Estudos revelam que jovens com TDAH se envolvem mais em acidentes de trânsito e situações de risco na condução de veículos automotores, aspectos associado ao menor tempo de reação quando comparados á grupos controles. Nessa direção, geram maiores incidências em infrações, devido aos fatores associados ao déficit de desempenho e alterações no comportamento. (GARNER, GENTRY, WELBURN, FINE, FRANKLIN, STAVRINOS, 2012, WEHMEIER, SCHACHT, BARKLEY, 2010).

Embora dentre os prejuízos e comorbidades ocorra a pré disposição para o abuso de sustâncias e dependência química, a associação entre o uso da medicação (prescrita pelo profissional especializado) e o abuso de drogas é uma hipótese descartada segundo estudos longitudinais recentes, no entanto, informações não fundamentadas cientificamente representam um agravante que ainda interfere na aderência ao tratamento clínico devido à fantasia de que a utilização do medicamento desencadeie dependências químicas e danos a saúde. (SIM, HULSE, KHONG, 2004; BARKLEY, FISCHER, SMALLISH, FLETCHER, 2003, WEHMEIER, SCHACHT, BARKLEY, 2010, SZOBOT, ROHDE, BUKSTEIN, MOLINA, MARTINS, RUARO et al., 2007).

É importante salientar que pesquisas acerca dos portadores não diagnosticados revelam que, dentre os prejuízos causados pelo transtorno, está uma maior vulnerabilidade para o uso do tabaco e de drogas (incluindo os sedativos) e maior incidência ao abuso do álcool. Esses dados demonstram a importância da identificação precoce e do tratamento como medida de prevenção e redução dos prejuízos referidos. (GUDJONSSON, SIGURDSSON, SIGFUSDOTTIR, YOUNG, 2011, FISCHER, BARKLEY, SMALLISH, FLETCHER, 2007).

O desenvolvimento da ansiedade, depressão, baixa autoestima, problemas de conduta, delinquência, experimentação e uso de drogas, acidentes de trânsito assim como as dificuldades de relacionamento na vida adulta, no casamento e no trabalho também são destacados em estudos recentes sobre os prejuízos mais frequentes. (WEHMEIER, SCHACHT, BARKLEY, 2010). Os impactos quanto aos fatores adaptativos vivenciados pelos portadores do TDAH ao longo da adolescência são relevantes por que estão diretamente ligados ao baixo desempenho educacional, a dificuldade em manter um emprego, a pré disposição em manter amizades com pessoas que tenham problemas e prejuízos sociais, além dos elevados números em casos de doenças sexualmente transmissíveis entre a população jovem. Estes jovens ainda apresentam-se numa elevada parcela populacional que utilizam com maior frequência as unidades e serviços de saúde mental, pois estão mais vulneráveis aos riscos psicossociais e desenvolvem com frequencia comportamentos nocivos e inconsequentes. (KOFLER, RAPPORT, BOLDEN, SARVER, RAIKER, ALDERSON, 2011, ROWLAND, LESESNE, ABRAMOWITZ, 2002, BARKLEY, 2002).

Outros dados clínicos apontam para a importância da qualidade no sono, associam o aumento da desatenção e alguns sintomas comportamentais à baixa qualidade no repouso e enfatizam a necessidade dos pais acompanharem os hábitos de descansos principalmente das crianças na fase escolar. Alterações como os pesadelos, a agitação motora, ronco, e enurese noturna apresentaram números maiores nos portadores do TDAH. Estas crianças precisam de muito mais tempo para dormir, especialmente, nos períodos de aula, e devem ser avaliadas por profissionais frequentemente para evitar possíveis distúrbios do sono. (RODOPMAN-ARMAN, PERDAHLI-FIS, EKINCI, BERKEM, 2011).

O impacto familiar também é um fator preocupante que necessita de acompanhamento, pois famílias com portadores do transtorno apresentam maior número de divórcios, índices mais altos de desemprego e rendimentos financeiros menores, desestrutura que diretamente reflete na sociedade. (GUILHERME, MATTOS, SERRA-PINHEIRO, REGALLA, 2007, MATTOS, COUTINHO, 2007, BIEDERMAN, FARAONE, 2006).

Não há dúvida de que o TDAH desencadeia prejuízos nas principais atividades da vida, incluindo as relações sociais, educacionais, familiares e profissionais, comprometendo o funcionamento ocupacional, a auto-suficiência e o respeito às regras sociais, normas e leis. (BARKLEY, 2002, ROHDE, BARBOSA, TRAMONTINA, POLANCZYK, 2000; PASTURA, MATTOS, ARAÚJO, 2007, GOLDMAN, GENEL, BEZMAN, SLANETZ, 1998, POLANCZYK, 2008, POLANCZYK, LIMA, HORTA, BIEDERMAN, ROHDE, 2007, BIEDERMAN, PETTY, CLARKE, LOMEDICO, FARAONE, 2011). Diante destas dificuldades, existe a importância das adaptações e das mudanças para que atendam as necessidades educativas de cada caso, priorizando as habilidades e proporcionando estratégias flexíveis, com acesso a família e aos educadores. (PASTURA, MATTOS, ARAÚJO, 2005; LOPES, NASCIMENTO, BANDEIRA, 2005, GREVEN, RIJISDIJIK, ASHERSON, PLOMIN, 2012).

 

Manifestações do TDAH na escola

Estudos sugerem que os jovens com TDAH, apresentam autoconceito negativo em relação aos aspectos intelectuais e comportamentais, além disso, desenvolvem, com maior frequencia, quadros de ansiedade, comportamentos inadequados e baixa qualidade no desempenho frente os desafios escolares. (STEVANATO, LOUREIRO, LINHARES, MERTURANO, 2003).

Estes jovens passam diariamente por situações prejudiciais em casa e na escola, suas relações com os pais, professores e colegas são desconfortáveis e com frequencia são vistos de forma negativa, devido seus comportamentos inadequados, fator responsável por situações tensas e um impacto negativo nas relações com os adultos. (ROHDE, HALPERN, 2004, PASTURA, MATTOS, ARAÚJO, 2005).

Na escola, observamos ainda a associação do transtorno com as incidências em maior número nos casos de suspensões, advertências, repetências, expulsões, evasão escolar, além de dificuldades de relacionamento
 

entre os colegas e os familiares. (WEHMEIER, SCHACHT, BARKLEY, 2010). O baixo rendimento escolar reflete em problemas de relacionamentos e aumenta a incidência de conflitos e comportamentos desafiadores. (SANTOS, GRAMINHA, 2006).

O relato de pais e professores demonstram que as crianças com TDAH apresentam maior dificuldade de concentração, prestam menos atenção aos detalhes as atividades escolares e raramente sustentam a atenção por um período prolongado de tempo.Além disso, essas crianças são facilmente distraídas e apresentam problemas no planejamento e na organização de suas atividades diárias. (BARKLEY, 2002). Os problemas decorrentes da desatenção e das alterações comportamentais prejudicam diretamente a relação professor-aluno e interferem no processo de aprendizagem, também comprometem o convívio na escola, uma vez que estes alunos apresentam comportamentos disruptivos e tendem a não se envolverem nas atividades e trabalhos escolares. (MAUTONE, LEFLER, POWER, 2011).

Estes alunos apresentam menor capacidade de desempenhar e produzir as atividades, além de maior impulsividade e dificuldade no controle emocional quando comparadas as crianças sem o transtorno, apresentam ainda, maior nível de ansiedade diante de situações adversas, tornando-se significativamente mais apreensivas, tensas e inseguras. (GRAEFF, VAZ, 2006). Além dos sintomas já mencionados, as dificuldades relacionadas aos problemas de leitura e de escrita, tornam-se um desafio cada vez mais frequente e crescente para o desenvolvimento escolar ao longo dos anos. (GREVEN, RIJISDIJIK, ASHERSON, PLOMIN, 2012, PINA, MACEDO, SEQUEIRA, SILVA, CARDOSO, PINTO et al., 2010).

O principal apoio, no desenvolvimento e no sucesso do aluno que enfrenta desafios escolares está no comprometimento da família e da escola. A relação professor-aluno, fatores ambientais, alterações de comportamentos e história de vida são aspectos relevantes que norteiam o processo de aprendizagem e devem ser avaliados. Estes fatores refletem na maneira de aprender e dependem de um complexo sistema que engloba a escola, a forma de avaliação, a concepção de educação dos professores e o quadro de valores da escola e do aluno, fatores essenciais para promoção da qualidade do ensino. (FERREIRA, 2001).

 

Psicopedagogia e Intervenções psicopedagógicas na escola 

A Psicopedagogia atua nas áreas da saúde e da educação e lida com os processos de aprendizagens nos padrões normais e patológicos, considerando a influência do meio, família, escola e sociedade em relação ao desenvolvimento. As intervenções psicopedagógicas baseiam-se no conhecimento das dificuldades no âmbito acadêmico, de forma interdisciplinar. O profissional utiliza-se de métodos, recursos e instrumentos para a compreensão do processo de aprendizagem e a realização das intervenções. (BRASIL, 2011, BRASIL, 2008)

Informações direcionadas aos profissionais da educação tornam-se fundamentais, uma vez que o transtorno afeta a capacidade dos jovens na escola e demais ambientes. (BERNFORT; NORDFELDT; PERSSON, 2008, BIEDERMAN, PETTY, CLARKE, LOMEDICO, FARAONE, 2011). Existem poucos estudos acerca do TDAH e possíveis intervenções escolares, dentre as poucas contribuições existentes para informar os professores está o Projeto Atenção Brasil, um estudo nacional que fornecem dados acerca da saúde mental dos jovens brasileiros e orientações sobre o papel das neurociências na educação. (ARRUDA, ALMEIDA, BIGAL, POLANCZYK, MOURA-RIBEIRO, GOLFETO, 2010).

Torna-se fundamental para a qualidade na educação promover, por meio de informações práticas, o conhecimento dos professores acerca do TDAH e o incentivo para refletir sobre a realidade quanto ao atendimento psicopedagógico do aluno. Portanto, enfatizar a possibilidade de adequação ao plano de ensino, adaptações necessárias a cada caso e respeito às singularidades são fatores que motivam a continuidade do tratamento e diminuem a ocorrência das situações adversas no convívio escolar. (LOPES, NASCIMENTO, BANDEIRA, 2005). O desenvolvimento de intervenções multidisciplinares contribui para a aprendizagem e potencializam o acesso à educação de maneira eficaz, priorizando ações que atendam as necessidades das crianças com TDAH. (PINA, MACEDO, SEQUEIRA, SILVA, CARDOSO, PINTO et al., 2010).

Estudos acerca do transtorno e seus prejuízos devem estar presentes nas práticas escolares a fim de promover o conhecimento e meios eficazes para amenizar o impacto sobre o individuo e posteriormente na sociedade. (ROHDE, BARBOSA, TRAMONTINA, POLANCZYK, 2000, FARAONE, SERGEAND, GILLBERG, BIEDERMAN, 2003).

O aluno diagnosticado com TDAH deve ser considerado um aluno com necessidades educacionais especiais e as adaptações ao dia a dia escolar são necessárias para garantir o aprendizado e igual desempenho na escola, além de minimizar os impactos causados pelas dificuldades decorrentes dos comportamentos não desejados. (SENO, 2010).

A informação sobre o transtorno oferece resultados positivos quando professores aprimoram a capacidade de identificar crianças e adolescentes com suspeita de TDAH e outros transtornos mentais que interferem no desenvolvimento saudável. Nesta direção, disseminar o conhecimento baseado em evidencias e enfatizar a necessidade de estudos e a capacitação de profissionais da educação é uma necessidade atual. (GOMES, PALMINI, BARBIRATO, ROHDE, MATTOS, 2007, LOPES; NASCIMENTO, BANDEIRA, 2005, POSSA, SPANEMBERG, GUARDIOLA, 2005, COUTINHO, MATTOS, SCHMITZ, FORTES, BORGES, 2009). Os professores têm a possibilidade de triagem e encaminhamento dos casos suspeitos aos especialistas, de forma a auxiliar o desenvolvimento acadêmico e o manejo correto dos portadores de TDAH com queixas de dificuldades acadêmicas. (SERRA-PINHEIRO; MATTOS; REGALLA, 2008). O trabalho dos educadores pretende assegurar os direitos dos alunos com TDAH, de forma que atuem como agentes de saúde mental, disseminando conhecimentos que favoreçam a qualidade de vida na escola e preserve os direitos das crianças e dos adolescentes que enfrentam dificuldades diárias. Nessa perspectiva, a Constituição Federal e as Diretrizes e Bases para a Educação Nacional, determinam que a educação é dever da família e do Estado, baseadas nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, com a finalidade de pleno desenvolvimento do educando, garantindo o exercício da cidadania e a sua qualificação para o mercado trabalho. Determinam, ainda, que a educação especial deve ser uma modalidade oferecida a todos os educandos portadores de necessidades especiais. Para tanto, a Lei 9.394 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB) está dentre os documentos oficiais que reforçam os direitos dos indivíduos com qualquer disfunção ou deficiência quando se trata da inserção ao mercado de trabalho e do acesso a educação, preservando a igualdade e a dignidade, além dos direitos da criança e dos adolescentes regulamentados no Estatuto da Criança e do Adolescente, LEI Nº 8.069. Apesar de que legalmente os jovens com TDAH estejam amparados, os desafios da adequação educacional e a intolerância para com os comportamentos impróprios ainda são queixas freqüentes. (BRASIL, 1988, BRASIL, 1990, BRASIL, 1996, PASTURA, MATTOS, ARAÚJO, 2005)

O atendimento psicopedagógico tem como principal objetivo ajustar as intervenções aos fatores que mais comprometem a qualidade da aprendizagem, aspectos que se refletem em comportamentos inadequados e causam impactos negativos na vida social do individuo. (DUSI, NEVES, ANTONY, 2006). Neste âmbito, oferecer orientação em sala de aula e compreender os desafios e dificuldades enfrentados requer empatia e trabalho de equipe por parte dos profissionais de educação. (ANTONY, RIBEIRO, 2004).

Algumas recomendações podem ser aplicadas em sala como: passar instruções breves e repeti-las para melhor memorização, apresentar uma quantidade menor de atividade e questões nas avaliações, realizar mais atividades orais do que escrita, enfatizar as qualidades, focar nas atividades que a criança sabe fazer e criar um ambiente agradável que possibilite o contato saudável entre a criança e os colegas. (FARIAS(1) 2010, FARIAS(2), 2010).

Os estudos enfatizam sobre a eficácia das intervenções psicossociais que abordem as famílias e a escola, para que juntas desenvolvam formas de lidar com os problemas enfrentados pelo aluno, a fim de potencializar o processo de aprendizagem e a qualidade no ensino. (MAUTONE, LEFLER, POWER, 2011, ROHDE, HALPERN, 2004, VERMA, BALHARA, MATHUR, 2011).

Araújo (2011) descreve sobre a eficácia de incentivar o desenvolvimento de estratégias que auxiliem no trabalho dos educadores e da participação dos pais no acompanhamento das atividades acadêmicas. Os pais podem contribuir por incentivarem a disciplina e a organização, estabelecendo regras de comportamento, de modo a evitar os castigos, além de promoverem um espaço físico com poucos distrativos para a execução das tarefas, é essencial que os jovens recebam estímulos para desenvolverem hábitos de organização, por manterem horários para as refeições, para dormir, para os deveres escolares e para a diversão diariamente.

Desenvolver estratégias que possibilitem a aprendizagem precocemente e intervenções que mantenham o equilíbrio na sala de aula minimizam a ocorrência de conflitos e barreiras no convívio com os adultos. (ROHDE, BARBOSA, TRAMONTINA, POLANCZYK, 2000; ARAÚJO, 2011, SIQUEIRA, GURGE-GIANNETTI, 2010).

As informações sobre o transtorno e o seu tratamento ainda não são claras a equipe educacional, um fator que compromete a vida dos portadores e o desenvolvimento de estratégias de intervenções corretas. Estudos descrevem claramente a necessidade de investimentos educacionais que viabilizem a importância do relato de profissionais de educação para o diagnóstico e tratamento. Enfatizam ainda a necessidade de pesquisas que subsidiem o trabalho dos profissionais de educação focados no conhecimento de intervenções que auxiliem na identificação dos portadores, visando promover a qualidade de vida no âmbito social, afetivo, emocional, escolar e profissional destes indivíduos (LOPES, NASCIMENTO, BANDEIRA, 2005, ROWLAND, LESESNE, ABRAMOWITZ, 2002, COUTINHO, MATTOS, SCHMITZ, FORTES, BORGES, 2009).

As intervenções psicossociais para o TDAH visam à mudança de comportamento em vários ambientes simultaneamente, pois os relatos de intervenções únicas são insuficientes para amenizar os impactos da patologia. (BARKLEY, 2002, ROHDE, HALPERN, 2004, MAUTONE, LEFLER, POWER, 2011, SANTOS, VASCONCELOS, 2010).           O tratamento aborda intervenções medicamentosas e psicoterápicas, além de acompanhamento constante da família junto à equipe educacional, com a participação de professores, profissionais da saúde, pais e familiares. (ROHDE, BARBOSA, TRAMONTINA, POLANCZYK, 2000; DULCAN, 1997, SANTOS, VASCONCELOS, 2010, LIMA, MELLO, MASSONI, CIASCA, 2006, GREVET, ABREU, SHANSIS, 2003, VERMA, BALHARA, MATHUR, 2011).

Finalmente, os profissionais da educação de da saúde devem estar atentos as intervenções precoces, medidas preventivas e tratamento dos comportamentos disruptivos, pois minimizam os sintomas porque estão focados em fatores comportamentais e sócio-cognitivos em oposição à impulsividade. Tais intervenções melhoram o autocontrole, além de amenizarem as chances de doenças psiquiátricas presentes desde a infância. (BARKLEY, 2002, ROHDE, CONSTANTINO, FILHO, BENETTI, GALLOIS, KIELING, 2004).

 

Conclusão

Os profissionais da educação no Brasil apresentam pouco conhecimento acerca do TDAH e seus sintomas, um aspecto que possivelmente potencializa o diagnóstico tardio, ou até mesmo a falta de um diagnóstico. (GOMES, PALMINI, BARBIRATO, ROHDE, MATTOS, 2007).

Os impactos que influenciam na qualidade de vida de jovens com TDAH variam de acordo com a gravidade dos sintomas e as comorbidades que afetam cada individuo. Neste sentido, conhecer sobre a história de vida de cada aluno viabiliza possíveis intervenções no ambiente escolar e nos serviços de apoio ao portador, uma questão ainda discutida nas políticas públicas. (ROHDE, BARBOSA, TRAMONTINA, POLANCZYK, 2000; KLASSEN, MILLER, FINE, 2004)

Apesar da escassez de estudos acerca de intervenções psicopedagógicas, os profissionais de educação devem buscar soluções aos problemas que abarcam o fracasso acadêmico e ações que minimizem as dificuldades de aprendizagem presentes na vida dos portadores de TDAH a fim de promover o desenvolvimento e a adequação dos conteúdos curriculares para que o processo de aprendizagem seja alcançado eficazmente. (CAMPOS, GOLDBERG, CAPELLINI, PADULA, 2007)

O tratamento multidisciplinar, incluindo o atendimento psicopedagógico, desempenha um papel importante na qualidade de vida e no desenvolvimento dos jovens com o transtorno, por amenizar os impactos negativos no ambiente escolar, além de refletir positivamente na vida dos pacientes. (OKANO, LOUREIRO, LINHARES, MATURANO, 2004). Para tanto, os professores desempenham um papel essencial no relato da vida acadêmica, atuando na prevenção aos prejuízos psicossociais. (STROH, 2010). Nesta direção, os estudos destacam ainda a importância de programas com capacitação de profissionais e orientação de pais e professores, além da necessidade de investimentos em apoio educacional com o propósito de incentivar um diagnóstico precoce e garantir possíveis intervenções. (GOMES, PALMINI, BARBIRATO, ROHDE, MATTOS, 2007, LOPES, NASCIMENTO, BANDEIRA, 2005, KOOJI, BEJEROT, BLACKWELL, CACI, CASAS-BRUQUÉ, CARPENTIER et al., 2010, SERRA-PINHEIRO, MATTOS, REGALLA, 2008).

Ressaltar a necessidade e a importância de expandir as informações baseadas em evidências cientificas que descrevam sobre esta condição prevalente, crônica e que acarreta danos ao longo da vida, facilita o acesso aos portadores, familiares e cuidadores, além de atuar na prevenção aos prejuízos, potencializando a busca por intervenções e tratamento adequado. (HINSHAW, SCHEFFLER, FULTON, AASE, BANASCHEWSKI, CHENG et al., 2011).

Faz-se necessário, estudos sobre intervenções psicopedagógicas para demonstrar a eficácia na solução do fracasso e das dificuldades acadêmicas presentes na vida dos portadores do TDAH. Assim, apesar dos avanços em resultados clínicos, existe ainda a necessidade de pesquisas que comprovem a efetividade do atendimento psicopedagógico associado ao tratamento clinico do transtorno. Estudos longitudinais são sugeridos para que esclareçam e comprovem os benefícios das intervenções psicopedagógicas associadas ao tratamento clinico.

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Cintia Aparecida Pereira dos Santos¹, Cristina Adriana Rodrigues Kern²
¹Discente do curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Psicopedagogia Clinica e Institucional da Faculdade de Educação e Meio Ambiente – FAEMA
²Docente e Coordenadora do Serviço Psicopedagógico de Apoio da Faculdade de Educação e Meio Ambiente – FAEMA.

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