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Morrendo de rir...

Qui, 23 de Outubro de 2008 08:24 Dr. Marco A. Arruda
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Consternados com a morte inesperada, Roberto e seus irmãos se preparavam naquela manhã para o enterro de sua querida mãe. A morte, assim como a vida, muitas vezes reserva armadilhas insólitas. O serviço funeral estava em andamento e o caixão era conduzido cova abaixo quando o rapaz, para surpresa de todos, começou a dar uma ressonante gargalhada.

Nem mesmo os mais próximos conseguiam entender aquela reação e um murmúrio crescente de indignação passou a ecoar paralelamente à celebração. Com acessos de riso cada vez mais incontroláveis ele foi retirado do local, ainda que à saída do cemitério fosse possível escutar suas gargalhadas pelas esquinas silenciosas de vasos, flores secas e mausoléus. Como ainda não parasse de rir, e rir à exaustão, naquela noite Roberto foi levado pelos irmãos a um hospital onde, após algumas horas, entraria em estado de coma para em seguida morrer. A autopsia revelou a ruptura de um aneurisma localizado em uma artéria da base cerebral provocando sangramento que comprimia o hipotálamo, os corpos mamilares e o tronco cerebral, estruturas responsáveis pela modulação de nossas emoções. Na literatura encontramos poucos casos descritos de pacientes que literalmente “morreram de rir”. Na verdade “morreram rindo”, pois não foi o riso que provocou a morte, mas sim uma causa grave subjacente em uma área cerebral responsável pelo riso. Mas enfim, qual a importância biológica e evolutiva do riso para a espécie humana (afinal é a única que ri)? Perguntas que poderíamos também fazer sobre o choro, o bocejo e outros tantos comportamentos humanos. Atribui-se ao riso numerosos benefícios como reduzir a pressão arterial e os hormônios relacionados ao estresse, potencializar a resposta imune e a produção de endorfinas, embora poucas evidências científicas dêem suporte a essas afirmações. Entretanto, uma coisa é certa, todos sabemos do bem estar sentido após uma farta gargalhada. É como se o corpo entrasse em êxtase, os músculos relaxassem e conseguíssemos respirar mais fundo e melhor. Em sua versão mais “light”, o sorriso, podemos perceber outros tantos benefícios como as sensações de acolhimento, aprovação e carinho. Portanto, ainda que não tenhamos as explicações científicas definitivas, parece sensato que nos entreguemos sem reserva aos sorrisos e gargalhadas. Faz bem para a nossa química cerebral, além de ser totalmente gratuito! Nos vemos na Comunidade!

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Comentários (3)Add Comment
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morrendo de rir
escrito por adiragram, 28 dezembro 2008
Dr.Arruda, tenho uns sintomas bem parecidos.
Veja, quando tinha 13 anos perdi minha melhor amiga repentinamente de aneurisma, tive crises de riso incontrolvel, isto voltou a se repetir, aps o parto de minha filha.Ri tanto que todos do hospital foram chamados.
Mas morrer de rir...n᳣o uma idia assim t驣o m.
Tem mais a ver, mas penso que so reaᣧes emocionais.No momento no 壩 legal, porque no poss㩭vel parar, um riso desesperado.
Uns choram, resignados, outros riem, talvez em defesa do sofrimento, mecanismo de defesa, penso eu.
Sei l.Mas morrer rindo...n顣o de todo m id顩ia...rsrsrsr
Um abrao!
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Morrendo de rir
escrito por Karla Boa Morte, 19 novembro 2008
Cada vez que acesso este site me surpreendo com as novidades. Esta notcia interessante e ao mesmo tempo tr�gica.
Nunca ouvi dizer que algum poderia morrer assim.
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...
escrito por Carla Aguiar, 30 outubro 2008
Lamentável, mas interessante ao mesmo tempo.Nunca tinha ouvido falar que rir exageradamente poderia levar a morte.

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Última atualização em Seg, 27 de Outubro de 2008 21:13

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