Consternados com a morte inesperada, Roberto e seus irmãos se preparavam naquela manhã para o enterro de sua querida mãe. A morte, assim como a vida, muitas vezes reserva armadilhas insólitas. O serviço funeral estava em andamento e o caixão era conduzido cova abaixo quando o rapaz, para surpresa de todos, começou a dar uma ressonante gargalhada.
Nem mesmo os mais próximos conseguiam entender aquela reação e um murmúrio crescente de indignação passou a ecoar paralelamente à celebração. Com acessos de riso cada vez mais incontroláveis ele foi retirado do local, ainda que à saída do cemitério fosse possível escutar suas gargalhadas pelas esquinas silenciosas de vasos, flores secas e mausoléus. Como ainda não parasse de rir, e rir à exaustão, naquela noite Roberto foi levado pelos irmãos a um hospital onde, após algumas horas, entraria em estado de coma para em seguida morrer. A autopsia revelou a ruptura de um aneurisma localizado em uma artéria da base cerebral provocando sangramento que comprimia o hipotálamo, os corpos mamilares e o tronco cerebral, estruturas responsáveis pela modulação de nossas emoções. Na literatura encontramos poucos casos descritos de pacientes que literalmente “morreram de rir”. Na verdade “morreram rindo”, pois não foi o riso que provocou a morte, mas sim uma causa grave subjacente em uma área cerebral responsável pelo riso. Mas enfim, qual a importância biológica e evolutiva do riso para a espécie humana (afinal é a única que ri)? Perguntas que poderíamos também fazer sobre o choro, o bocejo e outros tantos comportamentos humanos. Atribui-se ao riso numerosos benefícios como reduzir a pressão arterial e os hormônios relacionados ao estresse, potencializar a resposta imune e a produção de endorfinas, embora poucas evidências científicas dêem suporte a essas afirmações. Entretanto, uma coisa é certa, todos sabemos do bem estar sentido após uma farta gargalhada. É como se o corpo entrasse em êxtase, os músculos relaxassem e conseguíssemos respirar mais fundo e melhor. Em sua versão mais “light”, o sorriso, podemos perceber outros tantos benefícios como as sensações de acolhimento, aprovação e carinho. Portanto, ainda que não tenhamos as explicações científicas definitivas, parece sensato que nos entreguemos sem reserva aos sorrisos e gargalhadas. Faz bem para a nossa química cerebral, além de ser totalmente gratuito! Nos vemos na Comunidade!

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Veja, quando tinha 13 anos perdi minha melhor amiga repentinamente de aneurisma, tive crises de riso incontrolvel, isto voltou a se repetir, aps o parto de minha filha.Ri tanto que todos do hospital foram chamados.
Mas morrer de rir...n᳣o uma idia assim t驣o m.
Tem mais a ver, mas penso que so reaᣧes emocionais.No momento no 壩 legal, porque no poss㩭vel parar, um riso desesperado.
Uns choram, resignados, outros riem, talvez em defesa do sofrimento, mecanismo de defesa, penso eu.
Sei l.Mas morrer rindo...n顣o de todo m id顩ia...rsrsrsr
Um abrao!