| Índice do Artigo |
|---|
| De bem com sua memória |
| Página 2 |
| Página 3 |
| Página 4 |
| Página 5 |
| Página 6 |
| Página 7 |
| Todas as Páginas |
Na página anterior vimos a primeira regra: a emoção ancora a atenção que abre as portas da memória, seja para guardarmos, seja para retirarmos o que dela precisamos. A segunda regra é priorizarmos conceitos, idéias centrais e significados, e só depois nos preocuparmos com os detalhes. Comece por um teste, leia a sequência seguinte de treze palavras e números, feche os olhos e repita. Está pronto? Então vamos lá: poltrona, pontos, quatro, tapete, doze, óculos, dezessete, coelho, surpresa, cabeça, vermelho, direção e cachimbo.
Difícil? Quantas palavras você se lembrou?
Agora tente novamente, mas com o auxílio da imaginação e de uma cena que associa conceitos e imagens: em dezessete de abril (17 e 04), qual não foi a minha surpresa ao ver aquele coelho sentado confortavelmente na minha poltrona, fumando um cachimbo e usando os meus óculos. Corri em sua direção, tropecei no tapete vermelho e levei doze pontos na cabeça. Memorize essa cena insólita, feche os olhos e repita todas as palavras e números.
E agora? Aposto como seu desempenho melhorou.
Outra técnica é memorizar elementos por contigüidade visual. Explico. Procure visualizar objetos colocados um sobre os outros. Raquete de tênis, cebola, lápis, batata, limão, macarrão e molho de tomate. Imagine a cebola sobre a raquete de tênis, com uma extremidade do lápis sinta espetar a cebola e com a outra uma batata, sobre a batata esprema o limão e por cima de tudo jogue o macarrão e despeje o molho de tomate.
Que delícia, hein?!
Faça o teste, você verá que a visualização dessa sequência ilógica ajuda a criar um todo, uma imagem, uma cadeia de conceitos que é mais facilmente recordada que as partes isoladas.
John Bransford, Professor de Psicologia e Educação da Universidade de Washington em Seattle e nomeado como uma das cem personalidades mais influentes da área de Educação no século XX, em seus estudos destaca a importância da priorização dos conceitos centrais sobre os periféricos nas práticas pedagógicas. Para ele, mais importante do que o estudante saber fórmulas ou listas de fatos relevantes para determinado assunto, é organizar esses conhecimentos em torno de conceitos centrais que irão guiar seu pensamento e instigar a curiosidade, permitindo a expressão livre da sua criatividade.
Comentando sobre a Educação no século XXI, o Professor Bransford diz: “Eu acredito que o futuro da Educação é brilhante! Nós estamos começando a desvendar os mistérios do cérebro e como se processa o aprendizado. Nós, hoje, podemos capacitar os Professores a utilizar esses conhecimentos para acelerar o processo de aprendizagem tornando essa profissão uma combinação de Ciência e Arte na criação de um mundo melhor para a humanidade”.
| < Anterior | Próximo > |
|---|
| Todos visitantes |
| Registrados: 0 / Visitantes: 32 |
| 3760 registrados |
| 25 este mes |