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De bem com sua memória

Qui, 16 de Abril de 2009 10:19 Dr. Marco A. Arruda
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De bem com sua memória
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ImageSe compararmos nossa memória a um cômodo fechado dentro de uma casa, poderíamos dizer que a atenção é a chave que abre a porta desse cômodo e permite-nos entrar, seja para guardar ou retirar algo que nos é necessário.

Sem a chave, caro leitor, a porta não se abre, você não entra e a memória falha. Não adianta chamar o chaveiro, nem pense em arrombar. É vexame na certa. Um compromisso esquecido, algo perdido, um branco total. “O que eu estava falando mesmo?” “Meu Deus, esqueci de ir à padaria?” “Desculpa, não lembro o seu nome!”

Mas não se assuste, pode ser a correria do dia-a-dia, a dispersão, o excesso de estímulos, as multitarefas, a ansiedade ou o humor. Menos provável que já seja o general alemão a sua espreita, aquele tal de Alzheimer!

Nada melhor do que revermos algumas regras básicas da atenção e memória, baseadas no chamado modelo de Posner, segundo o qual o sistema funcionaria em três módulos distintos: rede de alerta intrínseco (detecção de estímulos ambientais, alarme para a sobrevivência), rede de orientação (conseguir mais informações sobre o estímulo que me permitam decidir o que fazer) e rede de execução (estabelecer prioridades, planejar, controlar impulsos, balancear ações e avaliar os resultados).

Entre tantas evidências científicas, seis medidas práticas podem potencializar nossa atenção e, consequentemente, nossa memória: 1º) As emoções ancoram a atenção; 2º) O significado sempre vem antes dos detalhes; 3º) Evite multitarefas; 4º) Faça pausas, seu cérebro agradece; 5º) Repita para lembrar (memória de curto prazo) e 6º) Lembre para repetir (memória de longo prazo).

As emoções ancoram a atenção, por isso, determinados eventos ocorridos ao longo da nossa existência, ficam para sempre guardados em nossa memória: o primeiro beijo, a queda da bicicleta, o gol do título, a torta da mamãe, aquela música e o perfume de uma flor. Esses estímulos emocionalmente competentes, de várias ordens (tácteis, dolorosos, visuais, gustativos, sonoros e olfatórios), quando atraem a atenção através da emoção, ganham lugar definitivo em nossa memória.

Se você precisa se lembrar de alguma coisa, mesmo que corriqueira ou enfadonha, atribua-lhe algum valor emocional. Quer um exemplo? Pois bem, para não esquecer que hoje é seu dia de buscar o pão na padaria, lembre-se que seu filho adora aquele cachorro-quente no pãozinho francês crocante que só você sabe preparar.



Última atualização em Qua, 29 de Abril de 2009 11:51

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Universidade São Carlos

Baixe aqui a última apresentção do Dr. Arruda sobre TDAH que aconteceu no dia 04 de junho de 2011 na Universidade São Carlos - São Paulo

 

Projeto Atenção Brasil

Homenagem aos pesquisadores do Projeto Atenção Brasil realizada no Congresso Aprender Criança 2010.
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Homenagem aos Pesquisadores Homenagem pesquisadores

Jornal Band - TDAH

Entrevista do Dr. Marco Arruda ao Jornal da Band sobre TDAH.
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TDAH - Jornal da Band Jornal da Band

V Premio Saúde

Cerimonia de entrega do V Prêmio Saúde.
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