
Com a “gripe” solta foi melhor cancelar a visita ao Miami Children Hospital, oportunidade muito boa para escrever sobre a amígdala, sede do medo em nosso cérebro. É certo que essa fica no “andar de cima”, não é a da garganta, sede de dores e infecções da infância, do medo de nossas mães proibirem o sorvete no final de semana...

Essa semana lembrei-me do Miguel, talvez por conta do Dia do Trabalho. Nascido em São Paulo em 1961, Miguel é um exemplo da combinação infalível do trabalho com a genialidade. Formou-se médico na Universidade de São Paulo, instituição onde concluiu seu Doutorado na área de Fisiologia. Passados alguns anos foi “sugado” pelo “brain drain” (drenagem de cérebros), movimento de migração pelo qual indivíduos prodigiosos do terceiro mundo são atraídos para trabalhar em Universidades ou empresas do primeiro mundo onde transformam seus conhecimentos e talentos mentais em novas tecnologias e produtos.
Os que ainda não conhecem a dançarina de Kayahara devem conferir. Trata-se da imagem virtual de uma dançarina em movimento que em determinado momento parece estar girando no sentido horário para, no momento seguinte, girar no sentido oposto, mudando, curiosamente, a cada instante e de acordo com o observador.
E a semana, como foi? Estressou?
Cuidado caro leitor, pesquisas recentes mostram que o estresse pode “matar” células nervosas no hipocampo, região cerebral que armazena memórias de longo prazo.
Já ouviu falar da resposta “fight or flight” (em Inglês, lutar ou voar)?

Se compararmos nossa memória a um cômodo fechado dentro de uma casa, poderíamos dizer que a atenção é a chave que abre a porta desse cômodo e permite-nos entrar, seja para guardar ou retirar algo que nos é necessário.
Sem a chave, caro leitor, a porta não se abre, você não entra e a memória falha. Não adianta chamar o chaveiro, nem pense em arrombar. É vexame na certa. Um compromisso esquecido, algo perdido, um branco total. “O que eu estava falando mesmo?” “Meu Deus, esqueci de ir à padaria?” “Desculpa, não lembro o seu nome!”
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Exibido no Jornal Nacional de 18 de junho de 2009
Se compararmos nossa memória a um cômodo fechado dentro de uma casa, poderíamos dizer que a atenção é a chave que abre a porta desse cômodo e permite-nos entrar, seja para guardar ou retirar algo que nos é necessário.
(artigo em 7 capítulos)
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Palestras do Dr. Marco A. Arruda no XX Congresso Nacional da Associação Brasileira de Neurologia, Psiquiatria Infantil e Profissões Afins ( ABENEPI)
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